Cannes 2012 – Premiação

Mesmo sem ter assistido a nenhum dos filmes em competição, a impressão pela repercussão da impresa é de que Nanni Moretti e seu corpo de jurados fez justiça com aquele que foi o filme que agradou a praticamente todos. As chances de Michael Haneke pareciam reduzidas por ter ganho a Palma de Ouro há apenas 3 anos, mas nenhum outro concorrente se colocou a altura, será que podemos esperar uma obra-prima? Em breve saberemos. Foi bonito Moretti frisar os nomes dos atores Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva na entrega do prêmio, como que justificando a não vitória deles nas categorias de inerpretação.

No mais a premiação parece ter sido muito coerente, as surpresas ficaram pela vitória das atrizes romenas e pelo filme de Matteo Garrone com o segundo prêmio mais importante (por mais que já se esperassse que o filme fosse premiado). Se bem que, surpresa mesmo, tenha sido o prêmio a Ken Loach, e se pensarmos que In the Fog ganhou o Fipresci, todos os filmes mais promissores sairam premiados (ok, Leos Carax foi esquecido, parte da imprensa realmente adorou o filme, eu desconfio).

Mads Mikkelsen retificou seu favoritismo colocando novamente Thomas Vinterberg em destaque após seus últimos fiascos. Carlos Reygadas é outro que marca de vez seu nome como entre os autores mais estilísticos, e o juri presidido por Cacá Diegues confirmou a sensação que Beasts of the Southern Wild causou em Sundance, faturando o prêmio de melhor filme de diretor estreante.

E novamente Cannes deu um banho de como fazer uma festa, com charme, requinte, bom gosto e em apenas 45 minutos. Quem sabe alguém do Oscar tenha assistido e aprendido um pouco…

 

Palma de Ouro: Amour, de Michael Haneke

Grande Prêmio do Júri: Reality, de Matteo Garrone

Melhor Atriz: Cosmina Stratan e Cristina Flutur, de Dupã Dealuri, de Cristian Mungiu

Melhor Ator: Mads Mikkelsen, de Jagten, de Thomas Vinterberg

Melhor Diretor: Carlos Reygadas, de Post Tenebras Lux

Melhor Roteiro: Dupã Dealuri, de Cristian Mungiu

Prêmio do Júri: The Angel’s Share, de Ken Loach

Caméra d’Or: Beasts of the Southern Wild, de Behn Zeitlin

Melhor curta-metragem: Silence, de L. Rezan Yesilbas

Cannes 2012 – dia #11

Hoje foi de premiações da mostra Un Certain Regard. E não teve jeito, o vencedor foi o mexicano Después de Lucía de Michel Franco (desde as primeiras críticas eu já fiquei curiosíssimo para conferir), o filme é protagonizado pela jovem Tessa La Gonzalez, irmã de Gael García Bernal. Outros premiados foram o franco-belga Le Grand Soir e o bósnio Djeca, além de prêmios de interpretação em A Perdre la Raison e Laurence Anyways.

Mas também dia de apresentar os últimos postulantes à Palma de Ouro, e abrir as premiações comaa escolha de In the Fog de Sergei Loznitsa como melhor filme para a Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema), na Un Certain Regard eles destacaram o vencedor de Sundance, Beasts of The southern Wild. Já o juri Ecumênico premiou The Hunt do dinamarquês Thomas Vinterberg.

Favoritos à premição amanhã? Está mais fácil definir os que estão fora da disputa. Muitos filmes na disputa, sendo que dois dos principais ganharam Palma de Ouro recentemente (Haneke e Mungiu) e com isso as chances diminuem. A vitória de Loznitsa no Fipresci pode apontar que seu filme também não ganha, sobrando espaço para Carax, Audiard, e até Resnais, e ainda há quem apoie Jeff Nichols. Outros filmes além desses seriam surpresa (Hong Sangsoo, Reygadas, Kiarostami e Cronenberg, por exemplo, perderam força), alguns são impossíveis.

Ainda procurando alguém que não tenha gostado do novo filme de Jeff Nichols (O Abrigo, seu trabalho anterior que teve frisson em Cannes saiu no Brasil direto em DVD), todas as críticas falam em inspirado em Mark Twain, trata de dois garotos de não tem nada a fazer durante o verão e ficam ouvindo histórias de um desconhecido (o tal Mud) sobre seu primeiro amor.

Críticas: The TelegraphThe GuardianIndiewire

Termômetro: quero ver

Sinceramente não consigo entender como alguns filmes entram na competição se já são carta fora do baralho. Im Sangsoo novamente emplacou seu nome na Competição Oficial, novamente vem sendo questionado. Cota para filmes asiáticos? Coisas que nunca entenderemos. A verdade é que The Taste of Money não agradou com sua história de intrigas numa familia rica e poderosa.

Críticas: Screen DailyScene in KoreaVariety

Termômetro: pé atrás

Cannes 2012 – dia #10

Festival entrando em sua reta final, apenas mais 2 filmes da Competição Oficial para serem exibidos e domingo saberemos os premiados. A Quinzena dos Realizadores premiou hoje No de Pablo Larrain como melhor filme, e não tinha outro jeito, nenhum outro filme foi tão elogiado por todos como o chileno com presença de Gael García Bernal.

Foi dia também do conflito na Líbia tomar espaço com a apresentação do documentário Le Serment de Tobruk de Bernard-Henry Levy, com direito a gente encapuzada porque fugiu do líbio às escondidas e não poderá ser reconhecido. Pirotecnia no cinema político. Já o projeto coletivo 7 Días en La Habana, com 7 curtas dirigidos por Benicio del Toro, Pablo Trapero, Julio Medem, Elia Suleiman, Gaspar Noé, Juan Carlos Tabío e Laurent Cantet não parece ter alcançado visibilidade nenhuma com cada curta representando um dia de uma semana em homenagem à capital cubana.

 

In the Fog do bielorrusso Sergei Loznitsa agradou novamente aos jornalistas, se bem que a maioria preferiu seu filme anterior (Minha Felicidade). A história trata de um ferroviário acusado injustamente de sabotar a ferrovia durante a 2ª Guerra Mundial e chantageado para se tornar espião.

Críticas: The GuardianCinemaxTimeoutScreen Daily

Termômetro: quero ver

 

E um dos filmes mais aguardados era Cosmópolis de David Cronenberg com Robert Pattison como protagonista. E o filme dividiu opiniões, há quem o considere cerebral demais, há quem o aproxime a Crash (melhor filme de Cronenberg). A história trata de um sujeito que cuida de seus negócios, encontra sua amante (Juliette Binoche), resumindo, vive sua vida dentro de uma limunsine, um az do mercado de especulação.

Críticas: IndiewireThe GuardianCinemaxTimeout

Termômetro: de olho

Cannes 2012 – Dia #9

Hoje foi dia da paulista Juliana Rojas ganhar uma Menção Especial no Premio Nikon, na categoria curta-metragem. Enquanto isso a Semana da Crítica elegeu Aquí y Allá do espanhol Antonio Mende Esparza o melhor filme da seleção, diferente de anos anteriores as mostras paralelas deste ano não tem causado grandes repercussões. O filme espanhol ganhou elogios, mas nada espetacular, assim como o documentário bulgaro Sofia’s Last Ambulance ganhou o premio revelação France 4 com sua denuncia da situação deplorável da saude em seu país.

Pelo que disseram, Sightseers do diretor Ben Wheatley (que chamou atenção com Kill List), que tem exibição especial dentro da Quinzena dos Realizadores, não se decide entre comédia e terror, diverte porém não convence. Já Takashi Miike apresenta seu filme naquelas Sessões da Meia-Noite, uma mistura de comédia e sequencias de violencia surgindo de um romance nascido de um acidente com esqui.

 Eu queria estar com uma plaquinha saida da sessão com aquele famoso “Eu Já Sabia”, e a repercussão vem de encontro com minhas expectativas. Não podia ser pior a opinião unanime dos jornalistas que assistiram The Paperboy de Lee Daniels (aquele que cometeu o péssimo Preciosa), filme está sendo massacrado sem dó e nem piedade.

Críticas: Hollywood ReporterIndiewireTime Out

Termômetro: nem a pau

Enquanto isso Post Tenebras Lux do mexicano Carlos Reygadas também surgiu odiado pela grande maioria, a palavra arrogância parece não sair das críticas publicadas pela internet, a história trata de crises familiares de uma vida burguesa mexicana.

Críticas: Screen DailyIndiewireTime OutCineuropa

Termômetro: morno

 

Cannes 2012 – Dia #8

Hoje o dia foi monopolizado por três filmes. Dois deles participantes da Competição Oficial, o outro o retorno de um grande autor após um hiato de nove anos des de o seu Os Sonhadores. Bernardo Bertolucci agradou com Io e Te sobre dois meio-irmãos passando alguns dias isolados do mundo no porão da casa de um deles, um tentando se isolar do mundo enquanto a outra querendo se livrar do vívio de drogas.

Na Un Certain Regard foi a vez de Dejca, de Ainda Begic, contar mais histórias sobre as feridas que não se curam apenas tantos conflitos na região dos Balcãs. Outro filme foi o novo do belga Joachim Lafosse, o drama familiar Aimer a Perdre la Raison dividiu opiniões. Já a animação franco-belga Ernest e Celestine agradou bastante ao adaptar os personagens de uma série de livros infantis famosa no mundo francófono.

E Leos Carax se tornou a grande surpresa do festival. Jamais postulou entre favoritos e/ou mais esperados, após sua exibição só tem ganho elogios e se tornando o grande favorito da crítica internacional para a Palma de Ouro. O filme vem bem no estilo do cineasta, Holy Motors conta diversas aventuras por um mesmo personagem (falam em Lynch, em surrealismo, se já viu um filme de Carax já sabem o que esperar).

Crítica: Screen DailyThe GuardianFilm School RejectsHollywood Reporter

Termômetro: quero ver

O grande filme do dia deveria ter sido o do brasileiro Walter Salles, a adaptação de On the Road com todas as expectativas da obra simbolo da literatura beatnik não conseguiu nem dividir opiniões, flutuando entre o ok e o ruim. Que pena, a repercurssão afasta chances de premiação e cria uma expectativa negativa ao filme cujo livro dizia-se ser inadaptável.

Crítica: Hollywood ReporterFilm School RejectsTelegraphThe Guardian

Termômetro: pé atrás

Cannes 2012 – dia #7

Na Semana da Crítica ecoam comentários positivos do drama belga Hors Les Murs, do diretor David Lambert, sobre um relacionamento gay (dizem que a opção sexual é mero detalhe). Da Un Certain Regard vem o novo filme do mexicano Michel Franco (seu anterior era um aterrorizante e duríssimo e surpreendente filme sobre estupro), Despues de Lucia trata de bullying, de um video compartilhado numa escola mostrando relações sexuais de dois alunos, já surge como imperdível, para os de estômago forte.

E Pablo Trapero está novamente em Cannes com Elefante Blanco, habitué do festival reaparece com Ricardo Darín e Jeremier Renier como padres em meio a um mundo de violência e do narcotráfico. Outro filme da Un Certain Regard é La Pirogue, de Moussa Toure, abordando o tema nunca antes filmado dos imigrantes ilegais (sim, comentário irônico), aqui trata-se da longa travesia pelo mar de imigrantes africanos rumo a Europa.

Uísque, desemprego, comédia, Ken Loach está de volta, sempre com seus filmes de cunho político-social. Dessa vez um deliquente saindo do serviço comunitário para encontrar uma nova chance de uma vida “decente”, jornalistas britânicos adoraram, elogios moderados na média para Angel’s Share.

Criticas: TelegraphThe GuardianScreen Daily

Termômetro: de olho

Sujeitos durões, violencia, o diretor Andrew Dominik volta a trabalhar com Brad Pitt em Killing Them Softly, nessa história ambientada na última eleição presidencial dos EUA tendo Pitt como um assassino de aluguel. Não animou muito.

Crítica: IndiewireThis is LondonThe Film Stage

Termômetro: morno

Cannes 2012 – dia #6

Competição finalmente esquentando com filmes que prometem. Enquanto isso Dario Argento e seu Drácula em 3D apanhando feio da crítica. Outro que não empolga é o musical aborígene The Sapphires do diretor Wayne Blair, cheio de mensagens políticas sobre Guerra do Vietnã. Alguns elogios ao documentário francês The Invisibles, de Sebastien Lifshitz, sobre gays e lesbicas idosos e sua juventude “escondida”.

Na Un Certain Regard, a adaptação do livro autobiográfico de Alfred de Musset, com Charlotte Gainsbourg e a estreia como ator do músico Peter Doherty vem apanhando sem dó, o filme intitulado Confession of a Child of the Century da diretora Sylvie Verheyde parece não ter agradado ninguém. Diferente de Les Chevaux de Dieu, de Nabil Ayouch, que vem despertando elogios moderados na mesma Un Certain Regard com a história dos fatos que antecederam o ataque suicida no Marrocos, em 2003. Outro destaque na Mostra, este já esperado, é Beasts of the Southern Wild do diretor Benh Zeitlin, o grande vencedor de Sundande 2012, e cheio de toques surrealistas.

Elogios ao novo Hong Sangsoo (o cineasta do mais do mesmo e dos filmes DR) cuja ideia é narrar três histórias, num mesmo local, com a mesma personagem francesa (Isabelle Huppert), e outros personagens diferentes e diálogos praticamente iguais. Olha o mais do mesmo ai novamente, agora sob o título In Another Country.

Críticas: Screen Daily - Hollywood ReporterThe Guardian

Termômetro: morno

Abbas Kiarostami vai ao Japão narrar Like Someone in Love, uma história de desejo proibido, um velho professor e uma jovem que trabalha como acompanhante, um namorado ciumento. Pelas críticas ficou difícil montar o quebra-cabeças do filme, melhor assim, fica para quando for assistido.

Críticas: Screen DailyHollywood ReporterTime Out LondonAwards Daily

Termômetro: imperdível

Alain Resnais visita o teatro em Vous N’avez Encore Rien Vu, um dramaturgo morreu e sua trupe de atores-amigos analisa autorizar uma nova montagem de uma de suas peças. Filme dentro do filme, o teatro dentro do teatro, elogios animadores para o veterano francês.

Críticas: IndiewireHollywood ReporterThe Guardian

Termômetro: quero ver

Cannes 2012 – dia #5

Antiviral é o filho seguindo os passos do pai com elementos de bizarrice e escatologia, com seu filme na Un Certain Regard, Brandon Cronenberg cria um sci-fi e discute o culto às celebridades. Na Quinzena dos Realizadores o lançamento póstumo do filme de Raul Ruiz, La Noche de Enfrente é algo como um drama bizarro, adaptação de um livro do escritor chileno Hernán del Solar. Porém, toda a repercussão do domingo foi tomada pelo entrondo causado pelo novo filme de Michael Haneke (que ganhou a Palma de Ouro há 2 anos com A Fita Branca).

Obra-prima, filme bergmaniano, o hall de elogios ao novo filme de Michael Haneke é infindável (há os que acusam o festival de ter se enganado a dar a Palma a A Fita Branca, pois esse seria o filme a ser premiado). Amour foi filmado praticamente o tempo todo dentro do apartamento de um casal octagenária enfrentando a eminencia da morte, os últimos dias de um amor. Aqui já estou contando os segundos para assistir.

Thomas Vinterberg volta a Cannes com The Hunt, sobre um professor acusado de abuso sexual de uma garota de 5 anos. Ao que parece a garota mente, o cineasta dinamarquês analisa a destruição de uma carreira e uma vida sob acusações infantis, a recepção foi morna, por mais que quase ninguém tenha dito que o filme seja ruim. Mads Mikkelsen elogiadíssimo.

Cannes 2012 – dia #4

O festival segue morno em todas as mostras, e principalmente na Competição, porém sabemos que os filmes mais aguardados sempre ficam para a segunda semana, principalmente a partir de quarta-feira. Na Quinzena dos Realizadores o cineasta Elie Wajeman com seu Aliyah ganha elogios narrando a história de um isralense, que participava da religão no piloto-automático, voltando às suas origens na tentativa de se afastar do irmão e das lembranças de sua ex-namorada. Já na Semana da Crítica frieza para o drama familiar e burguês Au Galop marcando a estreia na direção de Louis-Do de Lencquesaing (ator de O Pai das Minhas Filhas). Na Un Certain Regard o diretor Darezhan Omirbaev do Cazaquistão tem sofrido duras críticas com Student, uma nova atualização de o livro Crime e Castigo.

E o período da Grande Depressão nos EUA e a Lei Seca de Al Capone e Boardwalk Empire voltam a tona num filme de cenas de violência, vingança e disputa entre “mafiosos” e policiais corruptos. John Hillcoat agradou com seu filme que conta com roteiro do roqueiro Nick Cave e uma série de astros como Gary Oldman e Jessica Chastain, até Shia LaBeouf, Guy Pearce, Mia Wasikowska e Tom Hardy. Lawless também não deve entrar na briga por prêmios, mas deve arrastar muita gente aos cinemas durante o ano.

Críticas: Irish TimesThe TelegraphThe Guardian - Screen Daily

Termômetro: de olho

Com Beyond the Hills o romeno Cristian Mungiu volta a Cannes após ter levado a Palma de Ouro com seu filme anterior (4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias), e o que ele pediu? Para não compararem seu novo trabalho com o anterior. Bons elogios (alguns reclamam de ser longo, outros o colocam na disputa pela Palma, dificil após ter ganho tão recentemente) ao filme que trata da relação de duas mulheres (amizade ou amor?) que se reencontram num monastério administrado por um padre ortodoxo. De critica ao Comunismo a uma cena de exorcismo, dizem que o filme tem momentos de terror sufocante e uma sensação de Idade Média.

Críticas: IndiewireScreen Daily -Hollywood Reporter

Termômetro: de olho

Cannes 2012 – dia #3

O terceiro dia foi marcado por repercussões sem entusiasmo. Começando pelo tailandês Apichatpong Weerasethakul que apresentou, fora da competição, um média-metragem intitulado Hotel Mekong, com os mesmos elementos de seus trabalhos anteriores (fantasmas, e etc), porém um aspecto amador, rustico, mal-acabado. NO do chileno Pablo Larraín é que vem ganhando elogios, novamente abordando temas relacionados a ditadura de Pinochet, completando assim uma trilogia do cineasta sobre o assunto.

A Semana da Crítica foi inaugurada com a esperada estreia na direção de Rufus Norris (diretor de teatro), e Broken não animou. Assim como o documentário-denuncia de Faith Akin. Pior ainda Xavier Dolan com a história do cara que deseja se transformar em mulher e pede para a namorada realizar a operação que a tornaria homem (esse Dolan faz um filme pior que o outro mesmo).

Na busca pelo pior filme da competição o austríaco Ulrich Seidl parece que entra forte na disputa, a história de uma idosa partindo em busca de turismo sexual no Quênia, mais que não agradou, uma onda enorme de críticos está afogando o filme.

Críticas: The GuardianFilm School RejectsCineuropa

Termômetro: nem a pau

Reality de Matteo Garrone também não conseguiu recepção muito animada, muitas críticas para sua comédia envolvendo ficção, realidade e a praga dos reality-shows. Passou longe do barulho que seu filme anterior conseguiu Gomorra (que sinceramente não é lá essas coisas). Os holofotes ficaram mais focados na história do ator principal que está preso há 18 anos e conseguiu permissão para sair da cadeia e realizar as filmagens.

Críticas: The Guardian - Screen DailyFilm School Rejects

Termômetro: pé atrás

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